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| November 19, 2019

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Caloi investe em bicicletas mais sofisticadas para competir com bikes importadas

Fonte: Darlan Alvarenga Do G1, em São Paulo

A expansão das ciclovias e ciclofaixas, e o aumento do uso da bicicleta para lazer e como meio de transporte não por falta de opção, mas por escolha, já tem produzido resultados no faturamento da Caloi: a maior fabricante de bicicletas do país registrou no 1º semestre um crescimento de 40% nas vendas.

A companhia, que passou a investir em modelos mais confortáveis e sofisticados, prevê comercializar no ano 1 milhão de unidades, o que representará um faturamento em torno de R$ 300 milhões e crescimento anual de 25% no número de bicicletas vendidas.

Eduardo Musa, presidente da Caloi (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

“Estamos confirmando um crescimento no faturamento de 40% no 1º semestre. Devemos fechar o ano em 30% porque não temos capacidade para atender toda a demanda e porque crescer sobre a base do segundo semestre, que é maior, é muito mais difícil”, afirma o presidente da Caloi, Eduardo Musa.

A Caloi fechou o ano de 2010 com 800 mil biciletas vendidas e faturamento de 212 milhões, com alta de 15% em relação a 2009. “Somos a maior fabricante de bicicletas fora do leste asiático. Não há ninguém que produza conjuntamente 1 milhão de unidades fora da Ásia e que esteja crescendo numa taxa de 30%”, afima Musa.

Ele lembra, porém, que a companhia passou 5 anos no vermelho e só voltou para o azul em 2009. “Na verdade, o mercado alvo da Caloi é que está crescendo. Quando o mercado virou para o médio e alto valor agregado, éramos a única empresa no Brasil preparada para atender essa nova demanda, que está sendo atendida também pelo aumento das importações”, acrescenta.

Segundo o executivo, o que está ocorrendo tanto no Brasil como na China e na índia é uma mudança no perfil de quem anda de bicicleta e nos produtos que estão sendo vendidos. Ele destaca que, se por um lado aumenta a presença de ciclistas nas metrópoles, por outro cai nas pequenas cidades e nas áreas rurais o uso da bicicleta como meio de transporte.

Foco em modelos mais confortáveis
Lançado em 2009, o segmento mobilidade já responde por 16 dos 46 modelos de bicicletas para adultos do portifólio da Caloi e tem tudo para desbancar o reinado das mountain bikes.

Com diferenciais como guidão mais alto, banco mais largo e macio, pneu liso e melhor ergonomia, o conceito busca oferecer modelos mais confortáveis e mais adaptáveis ao cenário urbano. A idéia é cada vez mais transformar as bicicletas em “desejos de consumo”. Para as festas de fim de ano, por exemplo, a Caloi prepara o lançamento de uma linha retrô.

arte bicicletas (Foto: Editoria de Arte/G1)

“O foco do desenvolvimento de produtos da empresa está hoje neste modelo. O portifólio de mobilidade vem dobrando a cada ano e o das outras estão estáveis ou até caindo”, diz Musa.

A empresa não revela o número das vendas deste segmento por “razões estratégicas”. E empresa também desconversa sobre um possível oferta pública inicial (IPO) de ações. “Não comento sobre esses assuntos”, diz Musa.

A Caloi possui duas fábricas no país. A produção de produtos infantis é concentrada em Atibaia e todo o restante é feito na fábrica de Manaus. Nas fábricas da empresa são produzidos peças como rodas, canote e guidão, e trabalhos de solda de quadros. “A gente faz o chassi. Tudo que é componente é importado”, explica Musa. Os itens importados representam entre 30% e 90% do custo da bicicleta, dependendo do modelo.

A Caloi estima ter hoje 50% do market share de bicicletas posicionadas acima de R$ 300. A marca costuma ser a opção premium nos grandes magazines e praticamente a única alternativa brasileira às importadas nas lojas especializadas.

Outro fator que tem beneficiado a empresa é a mudança no preço do produto inicial. Nos últimos anos, como a elevação dos custos das peças e componentes importados, o preço mínimo mais do que dobrou nas pequenas montadoras, enquanto a Caloi, que sempre teve um preço maior, manteve seus produtos quase que no mesmo patamar. Fora isso, concorrentes como Monark e Sundown desativaram suas unidades em Manaus e praticamente desapareceram do mercado.

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  1. Ah yes, nceily put, everyone.

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