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| October 16, 2019

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Ciclismo encara perigos

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FullSizeRenderPor GINA KOLATA

Até o momento em que perdeu o controle de sua bicicleta, quando fazia uma curva acentuada numa descida de morro, andando a 56km/h, Harold Schwartz achava que acidentes de ciclismo só aconteciam com outras pessoas. Depois de se recuperar de uma fratura de pelve, Schwatrz, que tem 65 anos e é vice director do hostpital de Hartford, em Connecticut, mudou de idéia.

” Ninguém está immune “, comentou. Como muitos ciclistas entusiastas, ele está convencido que não se trata de “se” você terá um acidente, mas de “quando” isso vai acontecer.

Mas Rib Coppolillo, que durante dez anos paticipou de corridas de elite em superfícies planas, dirigiu tour ciclístico na Itália e anda sempre de bicicleta em sua cidade ( Boulder, Colorado ), discorda. Ele próprio nunca teve um problema mais grave que uma irritação de pele. “Para a imensa maioria de nós, o ciclismo é um esporte bastante “seguro”, disse. Muitos ciclistas tem opiniões formadas, mas ninguém sabe ao certo até que ponto o esporte é ou não seguro. Ninguém tem estatíticas confiáveis sobre, por exemplo, o número de acidentes por km rodado. E os dados que existem não distingue o ciclismo praticado em estradas, com bicicletas leves e velozes, o ciclismo com mountain bike ou ciclismo recreativo.    

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças do EUA mantém estatísticas sobre mortes e idas aos setores de emergências hospitalares em decorrência de acidentes de bicicleta. O índice de mortabilade anual varia entre 0,26 e 0,35 por 100 mil habitantes. Em 2010, segundo a organização, houve 800 mortes em acidentes de bicicleta, representando um quadragésimo das mortes em rodovias.

A cirurgiã traumatológica Rochelle Dicker, da Univesridade da Califórnia em San Francisco, e seus colegas estudaram fichas hospitalares e policiais de 2,054 ciclistas tratados no Hospital Geral de SanFrancisco. Dicker tinha previsto que a maioria das lesões graves envolveria acidentes com automóveis, mas, para sua surpresa, esse não era o caso de quase metade. Ela desconfia que muitos ciclistas com lesões graves tenham desviado de um pedestre ou tido as rodas da bicicleta presas em trilhos de trem, por exemplo.

Os ciclistas feridos em acidentes que não envolviam automóveis tinham probabilidade de quarto vezes maior de ser hospitalizados, devido à gravdidade de seus ferimentos.

Se as estatísticas indicam que o ciclismo é relativamente seguro, por que o esporte aparenta ser tão perigoso ? George Loewenstein, professor da unidade Canergie Mellon, em Pittsburgh, na Pensilvânia, imagina que as estatísticas oficiais possam não estar revelando a maior parte do que acontece. “Existem muitas razões pelas quais é provável que muitos acidentes de bicicleta não sejam informados as autoridades”,comentou. Os ciclistas feridos podem não procurar setores de emergência.

Mas, disse Loewenstein, a própria natureza das lesões gera percepção que o ciclismo é particularmenre perigoso. Diferentemente do que acontece com outros esportes, as lesões do ciclismo não aparecem aos poucos.

Mesmo assim , lesões como clavículas fraturadas estão longe de ser tão graves quanto as lesões por desgaste vistas em outros esportes – as fraturas de desgaste ou rupturas do manguito , por exemplo. ” Não jogo mais futebol “, cometou Coppolillo. “Sofri tantos entorses em um dos tornozelos que ele deixou de funcionar. Mas raramente vejo alguém que tenha parado de praticar ciclismo devido a lesões.”

Andy Puitt, fundador do Centro Boulder de Medicina Esportiva e ciclista ávido desde sempre, compreende a impressão que as pessoas têm dos perigos. ” Se você fosse a sala de espera do meu consultório, pensaria que vamos todos morrer de lesões de ciclismo”, comentou. ” Mas não é verdade. ”

Pruitt,62, pratica o esporte há quarto décadas. Ele percorre entre 8.000 e 16 mil quilômetors por ano. Em todo esse tempo, sofreu quatro acidentes sérios. Quebrou a clavícula duas vezes quando participava de corridas e teve dois acidentes de mountain bikes, uma vez quebrando um quadril e outra vez torcendo o pulso.

Considerando quantos km já percorreu com os riscos que encarou participando de corridas e percorrendo trilhas de MountainBike, ele acha que sua taxa de lesões é nada grave. ” É um risco que eu aceito “, concluiu.

 

The New York Times, Novembro 2013

 

É essencial que cada um encontre seus limites para evitar ao máximo os acidentes, para isso é necessário conduzir as bicicletas com atenção e manter o equipamento revisado. Ir de um lugar ao outro consumindo a própria energia sobre as duas rodas é um risco que eu também aceito!

Leandro Feliciano de Oliveira

 

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