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| October 19, 2019

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Catarinense de 58 anos viaja pela Índia de bicicleta durante três meses

Catarinense de 58 anos viaja pela Índia de bicicleta durante três meses

| On 05, nov 2012

Via: G1

Nesta semana, depois de mais de três meses, o catarinense Silvio Duarte voltou para casa com muitas histórias para contar. O bombeiro aposentado, de 58 anos, e louco por conhecimento decidiu conhecer a Índia. “Filha eu quero conhecer a Índia. Mas eu vou conhecer de bicicleta”, disse para Tyalla, sua filha, e foi assim que nasceu o projeto ‘Pedalando na Índia’.

Durante três meses e 10 dias, Silvio circulou o segundo país mais populoso do mundo com 1,2 bilhão de pessoas. O ciclista catarinense foi atropelado e trouxe para o Brasil uma costela quebrada de lembrança. Ao longo do caminho foi confundido com terrorista e teve sua bicicleta revistada. Até uma panela, que carregava pra fazer refeições, foi taxada como ‘material para construir uma bomba’. Mas nada disso diminuiu a força para completar o percurso, nem mesmo a tempestade de areia no meio do deserto, a perda de 15kg ou a falta de água.

Silvio pretende fazer o caminho que Che Guevara  (Foto: Silvio Duarte/Arquivo pessoal)

“É bom retornar. Pude conhecer outra cultura, outros costumes e perceber que existe uma desigualdade muito grande fora daqui”, afirmou. Silvio se refere às castas, pirâmide hierárquica indiana, onde estão os Brãhmas e os Dáliths, por exemplo. Brãhmas estão no topo da pirâmide e sempre serão os superiores das classes sociais, enquanto que os Dáliths, são os “intocáveis”, os “sujos”. Uma vez nascido nesta casta, você jamais muda.

Os Dáliths sempre serão responsáveis por serviços como limpeza de banheiros, varredores de rua, responsáveis pelos serviços mais simples. “Foi esse povo que eu aprendi a amar. Eles são humildes, felizes, vivem com tão pouco”, disse Silvio.

Além disso, ele conseguiu o segundo objetivo, que era o de divulgar o ato de pedalar. “A bicicleta não pode ser usada apenas para pegar pão na padaria da esquina. Precisamos utilizá-la mais”, acredita. E depois dessa experiência, Silvio pretende fazer outras viagens. “Agora tenho em mente, eu e meu irmão, fazer o caminho que Che Guevara fez, indo até a Bolívia, mas ainda não quero revelar nada. Quero descansar”, declarou feliz.

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