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| October 22, 2019

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Pré-candidatos falam de propostas para o uso de bikes

Fonte: Jornal da Tarde – SP

Candidatos à Prefeitura terão de pedalar para conquistar o voto do eleitor. Certamente, o uso da bicicleta como meio de transporte estará presente no debate político, assim como a segurança dos usuários – e as mortes recentes de ciclistas –, a ampliação de ciclovias e aluguel de bikes públicas. Já a ‘ciclotaxa’, que foi debatida pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente em fevereiro e previa pagamento de usuários de carros a gasolina, deve passar longe da campanha. O JT ouviu pré-candidatos sobre suas propostas para melhorar a vida de quem usa ‘magrelas’. Por Gilberto Amendola

Fernando Haddad

O pré-candidato petista à Prefeitura, Fernando Haddad, afirma que, em breve, irá formalizar suas propostas para melhorar a situação do ciclista na capital. “Mas já posso dizer que será necessário repensar a logística do que está aí. Hoje, os bicicletários estão concentrados nas estações de metrô – pressupondo que as pessoas já têm uma bicicleta e que, com elas, chegariam até as estações. Penso que nós devemos ter bicicletários por toda a cidade, não só nas estações, mas, assim como acontece na França, espalhá-las por toda a parte.” Além disso, Haddad pretende ampliar a possibilidade de locação de bikes. “As pessoas que não têm bicicleta própria também precisam estar inseridas.” O petista diz que passou sua infância, na região do Planalto Paulista, na zona sul, em cima de uma bicicleta.

José Serra

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura, José Serra, relaciona o aumento das linhas do Metrô com os avanços na utilização da bicicleta. “As ciclovias irão se expandir junto com as novas linhas de metrô. Precisamos ampliar a integração da bicicleta com sistemas de transporte como trens e metrô. Destaco a necessidade de investir fortemente na educação, no respeito mútuo entre motoristas e ciclistas.” Serra afirma ainda que, se eleito prefeito, a criação de novas ciclovias e o programa de aluguel de bicicletas serão prioridades. “A bicicleta é muito importante como alternativa de mobilidade urbana e para dar fluidez ao transporte.” O tucano conta que ganhou sua primeira bicicleta aos 12 anos. “Com ela esquadrinhei cada canto da Mooca, Vila Prudente, Água Rasa, Belém, Oratório.”

Soninha

Soninha (PPS) propõe mais ciclofaixas com rotas sinalizadas. “A sinalização é importante em vias com muito trânsito. Penso também numa espécie de ‘Bike Box’ – onde o ciclista poderia se posicionar na frente dos carros quando o farol estiver fechado. Isso vai dar mais segurança e diminuir acidentes.” Para ela, a Prefeitura precisa oferecer um serviço para divulgar vias alternativas para os ciclistas (através de totens, SMS, internet…). “Também sou a favor das bicicletas públicas e compartilhadas. Porque, às vezes, sair de casa de bike é como sair com um guarda-chuva. Ou seja, pode ser incômodo ao longo do dia. O melhor é que você possa usá-la até um ponto e deixá-la para que outro ciclista use depois.”

Celso Russomanno

Celso Russomanno (PRB) se diz um apaixonado por bicicletas. “Em casa, tenho 20. Eu sei bem o que eu passo com os carros que não respeitam os ciclistas.” Ele afirma que a Prefeitura precisa oferecer proteção aos usuários de bicicletas. “Claro que isso passa por mais ciclofaixas e ciclovias. Precisamos fazer um detalhado estudo de impacto viário – pensando em ampliar as possibilidades de utilização das bikes durante os finais de semana.” Sobre o aluguel de bicicletas públicas, Russomanno é favorável, mas ressalta a importância da manutenção deste equipamento. “Uma bicicleta em mau estado põe em risco a vida do ciclista.” O pré-candidato do PRB pretende investir na educação dos motoristas e, segundo ele, na promoção da convivência pacífica de carros e bikes. “Não resolve o problema do trânsito, mas torna-se mais uma opção importante.”

Netinho de Paula

Netinho de Paula (PC do B) acredita que, com planejamento, a utilização das bicicletas só traria benefícios para a cidade. “Ao mesmo tempo em que ocupam as ruas, as bicicletas criam circuitos turísticos na cidade e ocupam o espaço urbano noturno. Dão uma outra perspectiva à cidade.” Para o pré-candidato, uma boa saída seria olhar o que já acontece nas periferias de São Paulo. “Na periferia, elas já são utilizadas como meio de transporte há um bom tempo, e de trabalho também. Agora, existe uma demanda nas regiões centrais também. Esse debate precisa ser assumido com urgência pelo poder público – principalmente para evitar conflitos entre motoristas e ciclistas.” Netinho afirma que é preciso “investir em amplas campanhas de educação e conscientização”, além de realizar estudos sobre rotas ‘ciclo amigáveis’ na cidade. “É fundamental integrar as ciclovias e rotas ao metrô, terminais de ônibus e adaptar os veículos para transportar as bicicletas, temos muito trabalho.”

Gabriel Chalita

Gabriel Chalita (PMDB) afirma que pedalar em São Paulo tem sido muito perigoso. Por isso, quer ser cauteloso quanto ao tema: “Segundo pesquisa divulgada pela Rede Nossa São Paulo, 48,8% dos paulistanos querem mais investimento em ciclovias. Mas, para ser uma alternativa real, seria necessário construir muitos quilômetros de ciclovias, melhorar os acessos e a comunicação entre elas e conscientizar as pessoas da importância de respeitar os ciclistas.” O pré-candidato do PMDB avisa que, embora bem-vindo, o uso de bicicleta não pode ser estimulado de forma irresponsável. “Não podemos colocar em risco a vida das pessoas. É preciso construir essa alternativa de transporte de forma cuidadosa, mas consistente.” Ainda assim, se eleito, Chalita pretende inspirar-se no exemplo de cidades europeias como Bruxelas, Paris, Amsterdã e Berlim.

Paulinho da Força

O pré-candidato Paulinho da Força (PDT) quer integrar o sistema de aluguel de bicicletas ao bilhete único. “Imagina se você puder alugar bicicletas pela cidade passando o seu bilhete único, tendo o valor descontado no próprio bilhete.” Além disso, Paulinho quer melhorar a divulgação dos bicicletários. “As pessoas ainda não sabem como usar.”

Após todos esses relatos nós do Webbikers chegamos na seguinte conclusão: Até agora não existe um plano de mobilidade urbana estruturada. Isso são promessas e sabemos bem o que acontece após as eleições. Queremos ver uma proposta planejada e responsável até porque dizer que gosta de bicicleta é muito pouco.

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