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| August 5, 2020

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Bem-estar após ir ao trabalho de bike

FABIANO NUNES
LUÍSA ALCALDE

Mesmo enfrentando ruas e avenidas movimentadas e perigosas – algumas onde já houve registro de mortes de ciclistas na capital como a Paulista e a Sumaré – cinco funcionários do Grupo Estado, que publica os jornais O Estado de S.Paulo e o Jornal da Tarde, toparam o desafio, nesta quarta-feira, de vir de bicicleta ao trabalho para contar a experiência aos leitores.

O administrador William Cruz sai de bicicleta em sua casa na Vila Mariana. Ele vai até o trabalho, na Faria Lima.

Ao final da maratona, o grupo chegou à seguinte constatação: valeu a pena trocar o transporte público ou o carro pela bike. Os motivos são o menor tempo das viagens; deixar de lado – pelo menos nesse dia – ônibus lentos e trens do Metrô lotados ou o estresse dos congestionamentos; terem variado o caminho diário, possibilitando que passassem por paisagens mais agradáveis e, principalmente, pelo bem-estar físico que sentiram. O convite a cumprir o trajeto de bicicleta fez parte da série de reportagens que oJT vem publicando desde segunda-feira sobre o uso da bicicleta como meio de transporte na capital.

Três deles, o repórter do JT Felipe Tau, de 24 anos, e os designers gráficos Eduardo Asta, de 38, e Thiago Jardim, de 29, pedalaram de suas casas até o bairro do Limão, na zona norte, onde fica a sede do jornal, pela primeira vez.

Já o auxiliar administrativo Adriano Marcal de Andrade, de 33 anos, trocou o ônibus definitivamente pela bicicleta há cinco anos. E o repórter do caderno Metrópole de O Estado de S.Paulo William Cardoso, de 35, fez o mesmo trajeto pelo menos dez vezes, a maioria nos plantões de final de semana, quando o trânsito é mais tranquilo.

“A ideia era só vir ao trabalho, mas como estávamos juntos decidimos voltar para casa à noite”, disse Asta. Depois da experiência, a dupla planeja adotar esse meio de transporte, pelo menos uma vez por semana. “Faz bem para o corpo, a gente chega mais disposto para trabalhar”, disse Jardim.
Durante o percurso cumprido nesta quarta-feira, eles saíram do bairro da Consolação, no centro, e percorreram nove quilômetros, em cerca de 25 minutos. “Uma das vantagens de vir de bicicleta é curtir mais a cidade. Conseguimos parar no meio do caminho, em Higienópolis, para comer um pastel. O que não dá para fazer de carro, pois é difícil encontrar um lugar para estacionar. A gente consegue ver melhor a cidade e as paisagens”, relatou Asta.

Ambos costumam gastar cerca de 40 minutos para fazer o mesmo trajeto de metrô e ônibus. A dupla criticou a qualidade do asfalto e o despreparo dos motoristas com o tráfego dos ciclistas. “O maior problema são os veículos longos, como ônibus e caminhões. É preciso tomar cuidado nas conversões para não ser atingido pela traseira. O melhor é deixar esses veículos irem na frente.”

O auxiliar administrativo Adriano Marcal de Andrade, de 33 anos, diz trabalhar bem mais disposto e bem humorado depois que adotou a bicicleta como meio de transporte. Ele deixa o veículo de duas rodas no bicicletário da empresa, no térreo. “Senti melhoria em tudo. Até durmo melhor”, diz. Além da qualidade de vida conquistada, ele também passou a economizar R$ 264 antes gastos com passagens de ônibus. O que o levou a fazer a troca? “O trajeto do ônibus era muito demorado. Uma hora e meia para vir e mais o mesmo tanto para voltar”, conta. “Agora, faço esse percurso de ida e volta em uma hora. Ou seja, também ganhei duas horas no meu dia.”

Os repórteres William Cardoso e Felipe Tau também ressaltaram a possibilidade de vir ao trabalho praticando exercício. “Faz bem e fugi da rotina”, disse Tau.

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