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| October 19, 2019

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40 mil Km em duas rodas

Com 24 anos, Arthur Simões, se formou em direito pelo Mackenzie pedou sua bike e partiu para um desafio de 40 mil Km em 3 anos de viagem. Durante a trip, Arthur, visitou 46  países e publicouum diário de viagem que deu origem ao livro O Mundo ao lado: a volta ao mundo de bicicleta que será lançado dia 30/11 na às 19h, na Livraria da Vila, da Alamaeda Lorena.

Em entrevista exclusiva, Arthur, conta um pouquinho como foi possível realizar este sonho. Confira:

1) Qual era a sua relação com a Bike antes da viagem?

Eu já pedalava desde criança. Adorava tentar chegar o mais longe que conseguia e com 13 anos já pedalava 80 km na Rodovia Carvalho Pinto,  à época, em construção. Mais que um meio de transporte, a bike também era um esporte para mim. Sempre fui perna de pau no futebol, então me dediquei à esportes diferentes, o que numa cidade do interior – nasci em São José dos Campos e cresci em Jacareí – nem sempre é fácil. Quando vim para São Paulo em 2000, trouxe a bike comigo e como sempre estava quebrado, fazia tudo de bicicleta. Na época da faculdade, descobri o cicloturismo, e fiz minha primeira viagem de bike pela Estrada Real, em Minas Gerais. A partir daí fiz outras viagens e comecei a treinar ciclismo mais seriamente, com o pelotão da USP. Esses treinos me ajudaram muito na volta ao mundo.

 

2) Quais foram as suas motivações para largar tudo e encarar a Trip?

É difícil de definir, mas eu sempre brinco dizendo que foi a faculdade de Direito. Estudei Direito no Mackenzie, mas no quarto ano percebi que aquela profissão não era para mim, pelo menos não naquele momento da minha vida. Queria viajar e conhecer muita coisa antes de ficar sentado atrás de uma mesa. A viagem foi mais o resultado da escolha de um estilo de vida diferente que uma resolução para uma volta ao mundo de bicicleta. 

 

3) Como a viagem deixou de ser um sonho e virou realidade? Como foi a preparação e o planejamento para o projeto?

 A ideia foi tomando forma quando percebi que queria fazer uma grande viagem após me formar, quando notei que ela poderia ser feita de bicicleta e juntei a tudo isso aos projetos sociais que já realizava na faculdade. Depois foi só correr atrás de parcerias e patrocínios, que foi um grande desafio também. Até conseguir um grande patrocinador – no caso, a farmacêutica Bristol-Myers – o Pedal na Estrada ainda era incerto, pois sabia que o risco de não conseguir um patrocinador era grande. Quando fechei o contrato com a Bristol soube que iria para o mundo, a partir daí muitas das coisas que eu tinha aqui passaram a perder o sentido, já que sabia que não tinha muito tempo no Brasil.

A preparação da viagem não foi tanto física, mas sim mental e psicológica. Precisava estar ciente do que estava deixando para trás e que o que me esperava pela frente era uma vida muito diferente. Era uma mudança muito grande.

 

4) Quai foi o maior perrengue durante a trip?

Quando fui atropelado por um caminhão na Turquia foi um momento difícil, não sei se foi o maior perrengue, mas foi complicado, pois fiquei machucado e com a bicicleta destruída. Mesmo assim em pouco tempo já estava bem e consegui arrumar a bicicleta. Um problema que persistiu por mais tempo foi a dificuldade com a comida de alguns países, como na Índia, que quase sempre me causava problemas digestivos e me tirava a energia para pedalar.

5) Um momento marcante?

Há diversos momentos. Para mim, estar sozinho na estrada, no meio do nada, era uma experiência muito profunda, quase espiritual, quando me sentia conectado a tudo ao meu redor. Sabia que estava no lugar certo e que nada poderia me parar. Isso aconteceu muito na América do Sul e na Austrália. 

 

6) O que você aprendeu em todo este tempo de estrada? Qual a sua lição deste período?

Aprendi que podemos fazer o que quisermos e, ao mesmo tempo, que podemos ser nossos piores inimigos. Todos têm um potencial incrível para realizar o que bem quiserem, basta querer e trabalhar duro para isso. Quando se quer muito alguma coisa, qualquer obstáculo é superável. 

 

7) Quais são as dicas para as pessoas que tenham sonhos/planos parecido com o seu?

Não deixem de sonhar. Se o sonho ainda não se realizou, talvez seja hora de colocá-lo no papel e ver o que é necessário para torna-lo realidade. Tão importante quanto sonhar é fazer ele se tornar realidade.

8) Quais são seus planos e expectativa para o futuro?

Hoje trabalho como fotógrafo e estou muito feliz nesta profissão. Como fotógrafo consigui unir 2 mundos, o de ter uma casa e ao mesmo tempo viajar para diversos lugares do mundo, sem abandonar minha profissão. Não faço longos planos, mas para o futuro próximo, pretendo continuar assim, conhecendo o mundo, mas com uma base fixa.

Todas as imagens foram cedidas por Arthur Simões.

Veja galeria completa.

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